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O maranhense Coelho Neto,
o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", escritor, jornalista, professor e
membro fundador da Academia Brasileira de Letras, criou este sinônimo para o
Rio de Janeiro em 1908, nas páginas do jornal "A Notícia".
Em 1934, o
compositor baiano André Filho lança, para o carnaval uma das
músicas brasileiras mais famosas de todos os tempos, transformada em Hino do Rio
de Janeiro: Cidade Maravilhosa (cheia de encantos mil, cidade maravilhosa,
coração do meu Brasil).
O Rio de Janeiro
é uma cidade para ser ouvida, admirada, percorrida, descoberta. Esta é a única
maneira de entender porque o Rio é incomparável!

Estácio
de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565.
O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já
estavam na área há 10 anos. Morreu em 20 de fevereiro de 1567, um mês
depois de expulsar os franceses, em
conseqüência de uma infecção no rosto causada por uma flecha
envenenada, que o feriu durante
os combates.
Mem
de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e tio do fundador da cidade
transferiu, após a morte de Estácio de Sá, a cidade da área da Urca para
o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade
de ataques. Passou, em seguida, o governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho,
Salvador Correia de Sá.
Com
o primeiro governo de Salvador
Correia de Sá em 1568, inicia-se o que poderíamos chamar de dinastia
carioca dos Correia de Sá. Com grande e enorme prestígio no Rio de
Janeiro, por quase um século três gerações dos Correia de Sá
governariam o Rio de Janeiro repetidas vezes. A Ilha do Governador possui
esse nome por ter sido um engenho de açúcar de Salvador.
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O litoral fluminense atraiu colonizadores portugueses e corsários
franceses em razão do rendoso comércio de pau-brasil.
Combatendo
os franceses instalados na Baía de Guanabara, Estácio de
Sá, sobrinho do governador geral Mem de Sá, funda a cidade
de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1º de março
de 1565.
Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia,
na Baía de Guanabara, a povoação cresce como região
portuária e comercial. No século XVIII, com o desenvolvimento
da mineração, o Porto do Rio de Janeiro torna-se o principal
centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde
saem ouro e diamantes e entram escravos e manufaturados, entre outros produtos.
Em 1763 a cidade transforma-se na sede do Governo Geral, em substituição
a Salvador.
Em 1808, com a chegada da família real, o Rio torna-se a sede do
governo português. Após a independência, a cidade continua
como capital, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira
da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café
no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital
do Império, a cidade converte-se, em 1834, em município neutro
e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.
Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária
do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante
a República Velha, com a decadência de suas áreas
cafeeiras, o estado perde a força política para São
Paulo e Minas Gerais.
O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio
continua após a Revolução de 1930. A economia fluminense
não se beneficia da industrialização,apesar de o estado
ser escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta
Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria
de base no país.
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A cidade do Rio de Janeiro mantém-se como importante zona comercial,
industrial e financeira, mas com a mudança da capital federal para
Brasília, em 1960, o declínio do novo estado da Guanabara
é inevitável. Em 1974 os estados do Rio de Janeiro e Guanabara
fundem-se por determinação do Regime Militar, constituindo
o atual estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de recuperar a sua importância
política e econômica os governos militares fazem grandes investimentos
no estado, como a construção de Angra I e Angra II, no município
de Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero
na bacia de Campos, a mais produtiva do país.
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