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Os
vários nomes da Lagoa Rodrigo de Freitas
Além de Lagoa Piraguá (água parada) ou Sacopenapan (caminho dos
socós), chamaram-na também de Lagoa de Amorim Soares. O vereador
Amorim Soares foi expulso da cidade em 1609.
Ele havia comprado o Engenho D'El Rei do Governador Salema. Com a expulsão,
tratou de vender as terras para seu genro, Sebastião Fagundes Varela,
que comprou e invadiu os terrenos vizinhos e onze anos depois já
era dono de todas as terras da região, até o Leblon.
Mais tarde, a viuva de Varela, Petronilha, de 50 anos, casou-se com Rodrigo
de Freitas, de apenas 18 anos, dando seu nome à lagoa. Rodrigo de Freitas
morreu em Portugal em 12 de julho de 1748. Hoje,
passados 250 anos, continuamos a chamá-la de Rodrigo de Freitas, mas pouca
gente conhece essa história que acabamos de contar.
Sobre Antônio Salema e os índios, esta história precisa ser contada e
lembrada:
A chamada "Guerra de Cabo Frio"
aconteceu em 1575. O Governador do Rio de Janeiro, Antonio
Salema, reuniu poderoso exército com gente da Guanabara, São
Vicente e Espírito Santo, apoiado por grande tropa tupiniquim
catequizada. Os oficiais e soldados seguiram por terra e mar, tendo como
objetivo liquidar o último bastião da "Confederação dos
Tamoios" e acabar com o domínio francês que já durava 20
anos em Cabo Frio.
Após o cerco e a rendição da fortaleza
franco-tamoia, dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá foram
enforcados; 500 guerreiros foram assassinados a sangue frio e
aproximadamente 1500 índios foram escravizados. As tropas vencedoras
ainda entraram pelo sertão, queimaram aldeias, mataram mais de 10.000
índios e aprisionaram outros tantos. Os sobreviventes refugiaram-se na
Serra do Mar e Cabo Frio.
A baixada litorânea, de Macaé até Saquarema,
devido à carnificina levada a efeito contra os índios, verdadeiros donos das
terras, ficou transformada em um verdadeiro deserto humano, e somente
movimentada com a passagem esporádica dos Goytacazes que incursionavam por
estas terras à procura da caça e pesca.
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