|
Texto e
fotos de José Conde da Rocha
|
|
Preocupado
com a falta d’água que afetava a cidade do Rio de Janeiro, D. Pedro II
mandou plantar a Floresta da Tijuca em 1861, sendo este o primeiro exemplo
no Brasil, de reconstituição de cobertura vegetal com espécies nativas.
Quando
a cidade começou a crescer com a chegada da família real, as florestas e
matas circundantes começaram a ser devastadas para plantio, e suas
madeiras eram usadas, para lenha e carvão. Com as plantações de café a
coisa piorou ainda mais e até as encostas das montanhas foram devastadas.
Por quatro vezes seguidas, na primeira metade do oitocentos, o Rio de
Janeiro foi castigado por secas e com a devastação das matas houve um
comprometimento das nascentes dos rios. Um trabalho planejado, com a
desapropriação prévia, desde 1854, de terrenos, sítios e propriedades
onde estavam as nascentes, foi iniciado visando o reflorestamento com espécies
nativas. Logo no primeiro ano, o administrador da floresta plantou 13.500
mudas. Apesar da forma pouco técnica e pouco científica com que o
trabalho foi realizado durante longos anos, apesar da incompreensão dos
órgãos públicos que cortavam as verbas sempre, no final do século já
haviam sido plantadas 90.000 árvores e havia "nascido" uma magnífica
floresta que hoje emoldura e protege a cidade do Rio de Janeiro e que foi
transformada neste século, em parque municipal, tornando-se num dos
lugares mais visitados pela população local e pelos turistas.
|
|

Igreja de N.S. da Luz |
|
COMO
CHEGAR
|
|
|
|
Entradas:
A
floresta possui sete acessos principais,
correspondentes a seus portões de entrada:
-
Sumaré (Estrada do Sumaré);
-
dos Caboblos (Rua Almirante Alexandrino);
-
Macacos
(Estrada Dona Castorina);
-
Passo de Pedras (Estrada da Vista Chinesa);
-
Sapucaias (Estrada do Redentor);
-
Solidão (Estrada do Açude da Solidão);
-
Cascatinha
|
|
Além desses acessos principais, há
outros:
-
pela Estrada das Canoas, ao conjunto da Pedra da Gávea e Pedra
Bonita;
-
pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá, ao conjunto da Floresta de Três
Rios.
Horário: de 08:00 a 18:00 h
Tel.: 492-2252, 492-5407 |
|
Localização:
Na região central da cidade, separando
a Zona Norte da Zona Sul. Entre os paralelos 22º55' e 23º01' de latitude
sul e os meridianos 43º12' e 43º19' de longitude oeste.
|
|
Descrição:
É a
maior floresta artificial do mundo, também é a maior em área urbana.
Compõe-se de 3 grandes conjuntos de matas separados por eixos rodoviários
que lhe permitem acesso fácil e rápido a partir dos bairros com que faz
fronteira: Tijuca, Botafogo, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado, Barra
da Tijuca, Jacarepaguá, Grajaú, Vila Isabel, Rio Comprido e Laranjeiras.
Com muitos
pequenos animais vivendo livremente em área de mata fechada, possui rios,
quedas d'água, lagos, mirantes, pontos de parada com mesas e "play-grounds"
etc..
Entre seus muitos destaques estão o Açude da Solidão,
o Bom Retiro, a Capela Mayrink, a Cascata Gabriela, a Cascata Taunay
(Cascatinha), o Excelsior, a Gruta Paulo e Virgínia e a Gruta Luiz
Fernandes.
É uma área de
lazer pela qual se pode passear a pé, de bicicleta, motocicleta ou automóvel;
a observação a partir de aviões ou helicópteros é permitida, mas vôos
rasantes (menos de 300 m de altura) não são permitidos em nenhum dos
parques nacionais do Brasil. Escaladas e pique-niques são atividades
permitidas. O ingresso de animais domésticos (cães, gatos, cavalos etc.)
não é permitido.
Sendo área de
proteção ambiental, não são permitidos atos que possam perturbar o
sossego dos animais ou causar qualquer outro prejuízo ao meio-ambiente,
como jogar detritos nas matas, usar objetos sonoros que perturbem o
ambiente, coletar espécimes de qualquer natureza (animal, vegetal ou
mineral), caçar ou pescar, perseguir animais, fazer fogueiras, lavar
automóveis etc..
É o segundo menor
parque nacional do Brasil, com área aproximada de 3300 ha (33 Km²).
|
|
Roteiros:
O tempo
mínimo necessário para conhecer os principais pontos turísticos desse
Parque é de 2 dias. Esse tempo é suficiente apenas para um conhecimento
superficial, em face da grande quantidade de atrações disponíveis aos
visitantes. O acesso a alguns de seus pontos, como a Pedra da Gávea, leva
um dia inteiro (ida e volta).
|
|
Algumas sugestões
de roteiros são:
-
setor Corcovado (Cristo Redentor, Paineiras,
Mirante Dona Marta): 3 horas de carro;
-
setor
dos Macacos (Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Mesa Redonda, Curva dos
Bonecos)
-
setor da Floresta da Tijuca (Cascatinha,
Grutas, Excelsior, Bom Retiro etc.): 2 horas de carro, mas a estrada para o Excelsior encontra-se atualmente fechada à
circulação de automóveis;
-
setor Jacarepaguá
(Garganta do Mateus, Serra dos Pretos Forros, Represa dos Ciganos)
|
|
Flora:
A mata
tropical pluvial original da região foi quase totalmente eliminada nos
primeiros séculos da história da cidade. As mudas de árvores plantadas
aos milhares foram trazidas de áreas vizinhas (Pedra Branca, Guaratiba
etc.). A natureza foi gradualmente retomando seu curso e hoje há uma mata
fechada de flora diversificada.
Ali encontram-se
espécies como: murici, ipê-amarelo, ipê-tabaco, angicos, caixeta-preta,
cambuí, urucurana, jequitibá, araribá, cedro, ingá, açoita-cavalo,
pau-pereira, cangerana, canela, camboatá, palmito, brejaúba, samambaiaçu,
quaresmeira, caeté e pacova - além de musgos e líquens.
Há ainda espécies
aclimatadas, que originalmente não compunham a flora local, como: bambu,
dracena, beijo-de-freira, jaqueira, mangueira, fruta-pão, jambeiro,
jabuticabeira e cafeeiro.
|
|
Fauna:
Muitos
animais ainda encontrados em matas semelhantes na Serra do Mar ali não se
encontram, em conseqüência da devastação ocorrida nos primeiros séculos
da cidade. No entanto, há insetos e aranhas de diversas espécies, cobras
(caninanas, corais, jararacas, jararacuçus), lagartos (calangos, iguanas,
teiús), aves (saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores,
juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas, inhambús-chintã), mamíferos
(sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, gatos-do-mato, quatis,
guaxinins, pacas, ouriços-coendu, caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim,
gambás) etc..
Nem todos os
animais podem ser vistos pelos visitantes: alguns são notívagos, ao
passo que outros escondem-se de seres humanos.
|
|
Geologia:
Com
predominância de rochas compostas de gnaisse, há também grandes blocos
de granito e veios de pegmatito. O maciço possui interrupções por
diques de diabásio que, com a erosão, deram origem a gargantas e vales
(como o Vale dos Macacos, Mesa do Imperador, Garganta do Mateus etc).
|
|
Embora seja
muito conhecido como Floresta da Tijuca, na verdade a Floresta da Tijuca
é apenas uma das muitas partes que compõem o Parque Nacional da Tijuca.
|
Mais fotos da
Floresta da Tijuca
Para ampliar, clique com o botão esquerdo do mouse sobre cada uma delas
|