O melhor do Rio de Janeiro está aqui. 
Centenas de fotografias, o Rio antigo, crônicas, cartões postais, música, bossa nova, MPB, sugestões de passeios, a história do Rio de Janeiro desde a fundação.
 
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O melhor do Rio de Janeiro está aqui. 
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Tantos bairros... tantas histórias...


Dica do Timoneiro

Ilha de Paquetá




 

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Um dos maiores sucessos de crítica e público do Cinema Novo, Macunaíma é apresentado em versão restaurada digitalmente, em alta definição, com masterização Dolby Digital 5.1 e apresentação do próprio diretor. O longa vem acompanhado de extras especiais como o documentário de Joaquim Pedro de Andrade, Brasília, Contradições de Uma Cidade Nova, realizado em 1967, mas inédito ao grande público devido a censuras políticas da época. Macunaíma, uma adaptação da rapsódia de Mário de Andrade, é a história de um anti-herói, ou "um herói sem nenhum caráter", nascido no fundo da mata virgem. De preto vira branco, troca a mata pela cidade onde vive incríveis aventuras acompanhado de seus irmãos. Na cidade, segue um caminho zombeteiro, conhecendo e amando a guerrilheira Ci e enfrentando o vilão milionário, Venceslau Pietro Pietra, para reconquistar o amuleto que herdara de Ci, o muirakitã Vitorioso, Macunaíma torna à floresta carregado de eletrodomésticos, inúteis troféus da civilização.



O Barquinho vai...

J.Carino

O barquinho vai...

Sereno, o barquinho singra as água azuis da Baía de Guanabara, onde a brisa é cálida, o sol mais brilhante; onde o paraíso bíblico parece ter sido reeditado em seu aspecto natural – pelo menos antes da queda do homem, com sua poluição que conspurca, sua violência que mata, sua miséria que assusta e envergonha.

O barquinho de minh’alma vai. Navega por um Rio encantador. Das boates, onde a gente enfumaçava os pulmões depois de oxigená-los nas praias; onde se ouvia Dolores, Dick, Leny, Angela, Elizeth, Miltinho – sons bem-vindos pras dores de cotovelo... Do Beco das Garrafas, onde tudo começou e não se sabia que ia chegar tão longe, com a bossa-nova ganhando mundo até chegar a Tom com Sinatra.

O barquinho vai. E passa ao longo das praias, onde as garotas de Ipanema de agora relembram a de outrora – moças de corpo dourado que nos fazem buscar a libido antiga, também lembrando a sensualidade de uma Leila Diniz, de todas as mulheres do mundo.

O barquinho de nossa imaginação vai. E ancoramos, para andar pelas ruas e praças do Rio amado. Entrando pela Praça Mauá, o edifício de A Noite nos atrai. Lá está, na lembrança, a glória da Rádio Nacional, com seus programas de auditório – César de Alencar, Manoel Barcelos, Paulo Gracindo –, a fabricada rivalidade entre as rainhas do rádio, Emilinha e Marlene. Com as novelas, que levavam Brasil a dentro os suspiros e os beijos feitos pelos sonoplastas para “mocinhas” como Dayse Lúcidi e galãs como Roberto Faissal, rádio-atrizes e rádio-atores, perfeitos sempre, porque completados com a imaginação onde só se tinha a voz.

A Presidente Vargas se abre a nossa passagem, porque ainda ecoam em nossos ouvidos os desfiles que ali havia antes do Sambódromo, quando os sambas-enredo ainda não eram marchas...

A Rio Branco deste nosso passeio imaginário ainda tem árvores e prédios centenários, que cederão seu espaço para espigões modernosos.

E lá vem o bonde apinhado. Viajando no estribo, com os lotações passando rente, podemos saltar no Largo de São Francisco, diante da antiga Politécnica. Ou podemos ir até ao Tabuleiro da Baiana, bem pertinho da Galeria Cruzeiro, onde Noel, Chico Alves, Aracy de Almeida, Pixinguinha, Silvio Caldas, Ary Barroso, Lamartine Babo e tantos outros tecem a rede de belas canções que ficarão para sempre em nossos ouvidos por gerações e gerações.

Num passeio mágico é assim: podemos voltar ao nosso barquinho, que vai... vai... e chega a Copacabana, ainda Princesinha do Mar, onde o luxo do Copacabana Palace recebe beldades como Ava Gardner, que caem nos braços de charmosos play-boys, como Jorginho Guinle.

Podemos saltar na Urca, onde o Cassino fervilha. Até Carmem Miranda está ali, com seus balangandãs e o Bando da Lua, antes de se tornar uma pequena notável universal...

Num salto no tempo e no espaço, podemos fazer uma pausa para uma cerveja na Taberna da Glória ou para um bife no Lamas.

O barquinho vai... E chegamos a Ipanema de sol, mar, charme do Rio, que ainda não é a “Ipaniimaa” dos turistas encantados.

Ah, quando a tarde cai, é hora de um chope num bar do Leblon, talvez o bairro mais cosmopolita e intectualizado do Brasil.

Em muitos lugares deste nosso passeio podemos olhar para cima e ver as favelas – pobreza de barracos iluminados pelo sol nas encostas – que então eram apenas o berço de maravilhosos sambas-de-raiz.

O barquinho vai... vai... vai... Há muito que passear pelo Rio, fazendo viver e reviver esta nossa eterna alma carioca.



Um Rio de Amores

Ruy Castro

Em nossos tempos zarolhos, é preciso que alguém, de vez em quando, faça justiça e deite um olhar amoroso sobre o Rio. Desde algum tempo, a cidade só tem feito apanhar, na autocrítica radical do carioca ou em campanhas suspeitas, de alcance nacional, que tendem a só realçar as nossas mazelas - enquanto fecham os olhos para as mazelas alheias. O resultado dessas campanhas é uma visão do Rio que não corresponde à da imensa maioria de seus habitantes - os quais, se tiverem escolha, não o trocam por lugar nenhum.

A exemplo de Joaquim Manuel de Macedo em 1862, J. Carino empreende o seu passeio particular pelas ruas da cidade - só que indo mais longe, visitando bairros a que o Dr. Macedinho não se aventurou e outros que, no seu tempo, nem sonhavam existir. Carino bate perna por Realengo, São Cristóvão, o Méier, a Tijuca, Vila Isabel, a Penha, Madureira e o seu querido Cordovil, sem esquecer a Glória, a Lapa, Santa Teresa, Urca, Jacarepaguá e os diversos burgos do Centro, captando - com os olhos e com sua elegância para descrever - os cheiros, os sentimentos e os afetos de cada um desses pedaços do Rio. Todos arraigadamente cariocas, a dizer: delicados, gentis, criativos.

Em meio a um Rio grotesco que nos querem impor, Carino descobre valores que se impunham perdidos, mas que existem - palpáveis, eminentemente comprováveis -, ao alcance de nossos olhos e corações.

Prefácio de Ruy Castro para o livro "Olhando a cidade & outros olhares", de J. Carino. Neste livro, Carino reúne crônicas que escreveu sobre os bairros do Rio, especialmente para o Alma Carioca, e mais alguns "outros olhares". Vale a pena conferir em NOTÍCIAS.



W e l c o m e    t o    R i o !

Foto de Angélica Monnerat

I am a bilingual Tour Guide (E and F) and I want to offer you several tours to see the best of Rio de Janeiro's natural beauties. Between mountains and 90 km of golden beaches, I am sure that this city will offer you an unforgettable stay! I've selected just some of the magical places that are worth going: Copacabana and Ipanema beaches, Corcovado Mountain and Christ Redeemer's statue, Sugar Loaf, Paquetá Island, Tijuca Forest, Tropical Islands, Búzios, Angra dos Reis, the Imperial City of Petrópolis and the Maracanã Stadium. Museums and exhibitions are also available.

Angelica Monnerat

For further information: angelicamonnerat@terra.com.br

Tour Guide reg. EBT 19.000785.96-1 - Travel Agent



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01-ago-2008