Fazer uma página dedicada a Tito Madi não é tarefa das mais fáceis. Há muito a dizer deste paulista nascido em Pirajuí em 18 de julho de 1929.

Seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim. Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.

Sua fase de compositor começou no final da década de 40. Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos. Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão, onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro.

No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios. Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" foi seu grande sucesso.

Tito Madi teve grande influência sobre a Bossa Nova com seus sambas-canções de harmonização moderna. Alguns de seus sucessos foram: "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade", "Carinho e Amor"  "Não Diga Não" , "Balanço Zona Sul".




Show de Tito Madi acompanhado por Chiquito Braga (Violão) e Haroldo Goldfarb (Piano).
Participação especial da cantora Gerli Goldfarb.




O texto seguinte foi extraído da coleção História da Música Popular Brasileira, Edição Abril Cultural - 1972 - São Paulo - e nos foi enviado pelo amigo Arnaldo Nogueira Jr, do RELEITURAS.

TITO MADI: A MÚSICA DE UMA FASE ROMÂNTICA

Se tudo corresse certo ele teria sido jogador de futebol, não seria o compositor e cantor que desde 1957 gravou dezenove LPs. Talvez pudesse até, um dia, jogar ao lado dos grandes craques da época: Zizinho, José Carlos Bauer, Danilo Alvim, Ademir de Meneses, Jair da Rosa Pinto. Aos dezessete anos, Chaiki Madi esteve por duas vezes a ponto de se profissionalizar como jogador de futebol, primeiro no Pirajuí Atlético Clube, depois no Fortaleza Esporte Clube, de Piracicaba.

Embora situada numa região importante de São Paulo, Pirajuí não oferece muitas oportunidades a seus filhos. O município chegou a ser o que mais colheu café no mundo, mas para a família dos libaneses Nemer Madi e Carmem Fílipe Madi o mundo em determinado momento é só o lugarejo perto de Pirajuí: Estiva Grande, com uma única rua. Para os quatro homens dos seis filhos de Nemer e Carmem, que nasceram na mesma cidade do Líbano e se conheceram e casaram no Brasil, só há duas perspectivas: ser chacareiro, como fez Seu Nemer, depois que sentiu que não dava para o comércio, ou ser jogador de futebol, como ocorre ao jovem Chaiki, o penúltimo dos filhos.

Mas Seu Nemer mesmo havia criado para os filhos a terceira alternativa, talvez sem querer. Esse libanês era poeta, compositor e músico, tocava alaúde e iniciou os filhos em vários instrumentos. Um deles, Ramez, que depois seria locutor nas antigas Rádio Kosmos (hoje Rádio América) e Cruzeiro do Sul (Rádio Piratininga), tocava violão e não o largava um só instante: tinha um sentimento possessivo pelo instrumento, ficava com ciúme quando alguém o pegava.

Aos seis anos, o pequeno Tito desafia o irmão: pega o violão em cima do armário, sobe numa árvore e lá em cima fica tentando arrancar alguns acordes, o dó maior, o ré maior, as coisas mais simples que ele vê o irmão fazer. Ramez não tem a reação de zanga que se suspeitava: chama a atenção de Tito, sim, mas diz que ele está indo muito bem e passa a incentivá-lo. Tito desde então se apaixona pelo instrumento, muito cedo está tentando colocar música em poesias de Castro Alves e Olavo Bilac.

É este o momento decisivo da vida do pequeno Tito, aquele que o livra de ser fazendeiro ou sitiante em Pirajuí ou outra cidade qualquer do interior de São Paulo. Porque toca violão e canta, aos dez anos ele tem um lugar privilegiado no Grupo Escolar Olavo Bilac, de Pirajuí: sem eles, quem animaria as festas?

Porque tem tendências artísticas, ele e os irmãos criam um serviço de alto-falantes em Pirajuí, o Serviço de Alto-Falantes A Voz de Pirajuí. Quando se instala a rádio de Pirajuí, os irmãos Madi lá estão: só eles têm experiência, e são chamados a fazer uma espécie de escolinha para locutores. Tito, com seus dezoito anos, chega a ser um dos diretores da nova emissora: é locutor, ao mesmo tempo escreve os textos de programas, inventa textos de publicidade, de vez em quando canta.

Ele poderia ser médico, como desejava a família, se não descobrisse, já no científico, que era ruim em matemática, física e química e não resolvesse passar para o curso clássico. Poderia ser também professor primário: como quer ter um diploma, ele vai fazer o curso normal e acaba se formando.

Mas tudo empurrava o jovem Tito para outro caminho. Até o Tiro de Guerra, onde ele e os rapazes de Pirajuí prestam serviço militar. Sua folha de assentamentos tem como principal serviço a organização de dois shows musicais, comédias satíricas para as quais ele faz algumas músicas, o texto, os esquetes com piadas e até a coreografia de um bailado. O show tem o título "Pra que mulher?", porque afora a pianista, Celita, todo o elenco é formado pelos soldados. Há soldado vestido até de havaiana.

Nesse ano de 1950, uma lei militar dispõe que será eliminado do Tiro de Guerra o atirador que tivesse 20 pontos de faltas. E quem for expulso será engajado diretamente no Exército, em Mato Grosso, onde servem todos os rapazes da região. Como a maioria dos atiradores está beirando os 20 pontos, Tito convence o sargento de que o show permitirá angariar fundos para a compra de mais instrumentos para a banda do Tiro de Guerra. Como o sargento aceita perdoar os faltosos e dispensar de exercícios os "artistas", todos os soldados querem participar do espetáculo - de havaiana ou baiana não importava. Todo mundo faz pedidos:

- Me deixa pelo menos puxar a cortina.

Tito pensa seriamente em fazer música, compor para valer. Quando um amigo lhe escreve dizendo que lhe arranjou um emprego de professor de matemática em Cornélio Procópio, no norte do Paraná, Tito parte, mas interrompe a viagem em Rancharia, na metade do caminho, onde seu irmão ia ficar. E do meio do caminho não passa: resolve que antes de aceitar a oferta desse emprego - logo de professor de matemática, sua velha diferença - tentará São Paulo.

Assim Chaiki Madi, brasileiro, deixa o futuro de jogador de futebol e a falta de futuro de professor secundário para se tornar o cantor e compositor Tito Madi.

O acaso ajuda-o em São Paulo, nesse ano do quarto centenário da cidade, 1954. Ele já havia estado na capital algumas vezes, tinha mostrado suas músicas a algumas pessoas do meio do rádio, como Blota Júnior e Manuel de Nóbrega, mas nada tinha conseguido.

Na pensão onde vai morar, junto com uns primos que estudam na capital, Tito encontra um violão e começa a cantar.

A filha da dona da pensão, a jovem Deca, apelido que ele jamais esquecerá por gratidão, gosta, muito e diz que lhe conseguirá um teste com um primo que é locutor e comentarista de rádio, Ribeiro Filho.

- Está bem, muito obrigado - diz ele, sem acreditar muito na promessa. Dias depois, ela o surpreende:

- Olha, meu primo mandou avisar que já marcou dia e hora para você fazer um teste com o maestro Georges Henry.

Tito cai do céu. Georges Henry dirige Antártica no Mundo dos Sons, super­musical da Rádio Tupi, um dos maiores programas do gênero já feitos no Brasil: a orquestra tem mais de cem figurantes, com harpa, fagote e trompa, que mais tarde não serão usados nem pelas grandes orquestras da televisão.

Diante do maestro, Tito canta "Não diga não", "Pirajuí" - homenagem à sua cidade - e "Eu e você", uma valsinha meio francesa inspirada por uma aula de francês ainda no tempo do colégio. Henry explica que não pode contratá-lo, mas Tito concorda em trabalhar assim mesmo para adquirir tarimba e autoconfiança.

Muito simpático, querido pelo público, com seu charme e seu sotaque francês, Georges Henry faz muita publicidade do nome do estreante e de seu lançamento. Tito canta "Eu e você" em dupla com Clélia Simone, cantora de muito cartaz: os dois formam um parzinho romântico, como o público gosta. E lá na Rádio Tupi todos ajudam o estreante: além da jovem Deca, que é concertista de piano, ele encontra apoio de Ribeiro Filho, Georges Henry, Luís Arruda Pais, William Fourneau (da equipe de Henry), Clélia Simone, Marita Louise, Heleninha Silveira.

Tito passa a fazer parte da equipe e participa como crooner da orquestra. Como não ganha nada na rádio, faz shows e bailes para defender algum dinheiro. O trabalho na rádio não compensa: primeiro, porque Tito está sendo testado e tem de fazer duas músicas por semana para os musicais; segundo, porque esse trabalho cansativo, em música de consumo rápido, não traz nenhuma satisfação. Ele decide falar com Georges Henry.

- Olha, maestro, muito obrigado por sua ajuda, mas eu vou voltar para Pirajuí. Eu quebro a cabeça nesse trabalho que estou fazendo, isso está me prejudicando e além de tudo não ganho nada.

O maestro diz que não, é uma loucura, arranja um contrato com a Tupi: surge o profissional Tito Madi. Passa a ganhar 2 contos de réis por mês, vai morar na casa de uma tia, sua grande incentivadora; decidiu continuar em São Paulo. Com a tia ele está como em casa: o prédio da Rua Bom Pastor, no Ipiranga, é uma extensão de sua família.

A primeira gravação também está sendo obtida através de um amigo, Ernâni Dantas, diretor da Continental. Ernâni é muito econômico, faz as gravações com o mínimo de gastos possível: se se pode usar regional, para que orquestra? Ernâni quer mesmo usar regional, Tito recusa:

- Então eu prefiro não gravar. A música já foi lançada na televisão com cinco ou seis orquestrações do maestro Arruda Pais, o público já a conhece com uma dimensão maior. Além disso, a música já é quase um sucesso antes mesmo de ser gravada.

Ernâni Dantas aceita o argumento: "Não diga não" é gravada com uma orquestração belíssima de Luís Arruda Pais e coro da Tupi. Do outro lado está a homenagem de Tito Madi à sua cidade: "Pirajuí". O moço do interior começa com pé direito: o disco faz grande sucesso e nesse ano de 1954 Tito ganha da crônica o prêmio de cantor revelação do ano.

Na impossibilidade de assinar contrato com outra emissora, porque a Rádio Tupi dessa época obriga os artistas, através de convênio, a só fazerem isso com autorização expressa dela, Tito Madi resolve tentar o Rio, Leva suas esperanças e também suas ilusões: julga que com um sucesso em São Paulo será fácil conquistar o Rio, então uma espécie de Meca para os artistas. Há, porém, o desengano: Tito vê que terá de começar tudo de novo.

Mas ainda uma vez o acaso intervém, Na cidade desconhecida, com algumas cartas de apresentação, uma delas dada por Teófilo de Barros Filho, Tito tem a sorte de encontrar um amigo que se preocupa com a sua situação: com pouco dinheiro e sem conhecer ninguém.

- Quanto tempo você vai ficar no Rio? - pergunta-lhe o amigo.

- Vou ficar no Rio 4 contos de réis.

- Pois não se preocupe: aqui está a chave do meu apartamento, em Copacabana, você fica morando comigo o tempo que for necessário.

Instalado com todo o conforto, Tito pega a carta de Teófilo de Barros Filho, vai à Rádio Tupi falar com o diretor J. Antônio d'Ávila. Sai de lá com um contrato e a garantia do suficiente para sobreviver. Estreará num musical ao lado de Gilvan Chaves, Tito cantando em seu estilo romântico, Gilvan com o seu ritmo nordestino. Fica na Tupi durante dois anos e continua gravando na Continental (um dos primeiros discos dessa fase reúne "Senhorita" e "Eu voltei", com Os Garotos da Lua e As Três Marias), mas percebe que tem de mudar, pela pouca receptividade inicial ao disco. Seu estilo se enquadra bem na vida noturna. É começo de 1955.

Através de Gilvan Chaves, Tito vai ao Scotch Bar, para fazer um teste. Gilvan apresenta-o ao pianista (Don Albib). Tito pega o violão, vê um casal sentado na boate vazia.

- São os donos da casa - explica o pianista.

Tito só canta músicas de sua autoria, seu repertório é pequeno.

- Você sabe cantar essa música? ­pergunta a mulher.

- Não, não sei.

- E esta outra?

- Não.

- E esta?

- Não.

Tito está preocupado, sente que não vai dar. Seu receio é justificado: tem um repertório limitado. Mesmo assim, canta o que sabe e algumas músicas suas. Ao terminar, o pianista vem a seu encontro.

- Você agradou, rapaz. Está contratado, 300 mil-réis por noite. Serve?

- Serve.

Pouco tempo depois, Tito é convidado para a festa de aniversário da Rádio Farroupilha de Porto Alegre, compõe lá uma música dedicada ao Rio Grande do Sul, chamada "Gauchinha bem querer". Na volta, pensa em gravar uma música que já tinha lançado rapidamente em São Paulo e que conseguia certa aceitação entre o público da noite, na boate. É "Chove lá fora", que ele decide lançar junto com "Gauchinha bem querer", sem suspeitar que isto seria a revolução de sua vida.

Agora ele está na boate Jirau, a mais badalada do Rio, onde todas as noites são encontrados os cronistas mais importantes: Fernando Lôbo, Haroldo Barbosa, Sérgio Pôrto, Antônio Maria. Ali, Tito encontra também o pianista que o acompanhou durante longos anos: Ribamar, ótimo profissional, parceiro de Dolores Duran.

Tito não pára mais. Vai para o Little Club, depois para o Cangaceiro, vive neste a melhor fase da vida noturna carioca. O público vai ali apenas para ouvir música. E ali ele cruza com outro compositor que também está começando e de quem grava uma canção romântica muito bonita: "Viu/quanta coisa linda/ você e eu sentimos sob esse luar . . . " É Sérgio Ricardo.

O moço de Pirajuí agora ganha por noite, já deixou o apartamento do amigo. O ano de 1956 vai chegando ao fim, é o seu ano. Chove lá fora estoura como sucesso, assegura-lhe quase todos os prêmios de melhor compositor da temporada. Ele recebe o Disco de Ouro de O Globo, medalhas das Associadas e da Revista do Rádio. Se o pessoal de Pirajuí visse! O prêmio da Revista do Rádio é entregue pelo próprio presidente da República, Juscelino Kubitschek, numa grande festa.

"Chove lá fora" vai ser sucesso também nos Estados Unidos. Durante a temporada no Brasil do conjunto americano The Platters, o grupo ouve as músicas de Tito, que acaba assinando um contrato, com a duração de sete anos. "Chove lá fora" ganha versão americana sob o título "It's raining out,side" e "Quero-te assim" uma versão sob o título "I wish". Cada uma dessas músicas e mais "Rio triste", revela a contracapa de um Lp de The Platters, vendem 1 milhão de cópias.

Por medo ou insegurança, por achar que não está preparado, Tito recusa contrato para uma temporada de seis meses com The Platters através da Europa. Tito cantaria acompanhado por Ribamar, abrindo o show do conjunto. A excursão começaria em Bruxelas, depois continuaria no Olympia de Paris.

- Isso foi a maior burrice da minha carreira. Se tivesse ido, talvez fosse mais um compositor abrindo caminho para a música brasileira no exterior, pois poderia gravar todas as minhas músicas. Mas tive medo: o contrato dizia que ficaria nulo quando uma das partes quisesse se retirar. Eu não arrisquei.

Mas ele continuou gravando, já era um cantor conhecido e um compositor respeitado. O moço de Pirajuí domou a cidade desconhecida.

Nas músicas de Tito Madi é visível a influência da principal corrente da música popular brasileira, aquela representada por Dorival Caymmi, João de Barro, Alberto Ribeiro, e das músicas românticas que eles faziam para Lúcio Alves e Dick Farney. Tito procurou seguir essa linha, dentro de um estilo muito pessoal.

Tito estava entre os participantes das primeiras reuniões da bossa nova, no apartamento de Nara Leão, convidado por Roberto Menescal, mas não quis ficar no grupo. Antes de tudo, porque o grupo era muito fechado, com correntes antagônicas, uma liderada por Tom Jobim e Vinicius, entre outros, e outra por Carlinhos Lyra. Depois, porque já tinha seu caminho delineado, conseguira um certo prestígio com determinado tipo de música.

- Os verdadeiros precursores da bossa nova foram João Gilberto e Johnny Alf, sobretudo Alf, que dez anos antes de todo mundo já compunha coisas muito parecidas com "Samba de uma nota só" e "Desafinado". Acredito que Johnny Alf, o próprio Tom Jobim, Dolores Duran e eu tenhamos aberto um caminho: fomos o elo de união entre a música brasileira da fase de Chico Alves, aliás uma fase extraordinária, e a bossa nova, que viria depois. Servimos de escola, da mesma maneira que outros serviram para que nos iniciássemos na música brasileira. Em música ninguém aprende sozinho.

Tito Madi recusa o papel de precursor da bossa nova, mas admite que com outros compositores tenha "aberto a porta" para a nova corrente.

- A bossa nova é apenas uma maneira de se acompanhar uma música. Eles pegaram músicas de Caymmi e Ary Barroso e modificaram a maneira de executá-las. A bossa nova para mim é isto: uma maneira de tocar violão, de acompanhar a música. O ritmo do samba ficou mais suave, mais fino, não é mais aquele sambão. Foi o casamento da música moderna brasileira com o próprio jazz. A bossa nova recebeu esta influência americana, e logo depois a música americana passou a receber a influência da bossa nova.

Como outros compositores, Tito Madi deu uma parada em sua carreira num momento recente da nossa música: foi quando a jovem guarda de Roberto Carlos tomou impulso e a própria bossa nova foi arrefecendo o entusiasmo.

- O iê-iê-iê teve grande penetração entre o público jovem e ofuscou os que estavam fora da onda. Como o Brasil é o país da gente jovem, o iê-iê-iê passou a dominar tudo: a televisão, o rádio, os espetáculos. Os demais compositores ficaram de lado, foi a parada geral. Mas dentro dessa turma da jovem guarda houve uma peneirada, poucos foram os que permaneceram. Roberto Carlos é o exemplo disto, mas muitos compositores primários se fizeram nessa época. Eu acho que não parei: deixei de fazer sucesso, mas continuei fazendo meus shows, minhas músicas, minhas gravações. Sempre fui melhor sucedido em boates, clubes, lugares fechados.

Tito Madi confessa que não gosta de "badalar por aí". Se o sucesso depender de abandonar a companhia da mulher, Lúcia Maria, e dos filhos Ricardo e Cármen Lúcia, ele prefere abrir mão do sucesso. - Não quero que a máquina tome conta de mim. Quero, é lógico, obter sucesso, mas sem que a máquina do consumo atrapalhe minha vida particular. Trabalho onde quero, quando quero: Se me convidam para um programa de televisão, só vou quando acho que devo ir, e tenho me negado a comparecer a alguns. Só faço o que gosto e nada me obrigará a fazer o que não gosto, como acontecia no começo da minha carreira. Eu quero que as coisas aconteçam espontaneamente, e não por manobras forjadas pela máquina.

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12-out-2008