Paulo Afonso de Almeida Teixeira
e-mail = paat@almacarioca.com.br

 

Nasci numa pequena rua, a Armando de Sales Oliveira (*), no Centro do Rio, entre as ruas da Conceição e Andradas. Eram quase seis horas da manhã do dia 6 de outubro de 1945. O sol e a lua (Nova) estavam em Libra. O signo ascendente, já que nasci ao amanhecer, também era Libra. Meu mapa astral é bem estranho. Há uma grande concentração de astros nesta região celeste. O velho sobrado onde nasci, número 12,  fazia esquina com a Av. Presidente Vargas, inaugurada um ano antes. Coincidências da vida, se é que existem, fizeram-me trabalhar por 25 anos para a IBM, bem perto deste local (o prédio da IBM ficava na Av. Presidente Vargas, 824, entre Rua da Conceição e Av. Passos).

Rua Armando de Sales Oliveira esquina com Av. Presidente Vargas. 
      Ao fundo está o prédio da IBM.

Vista da pequena rua. O prédio 12, onde nasci, não mais existe. 
      Foi demolido para a construção do metrô. Em seu lugar encontramos uma barraca de alimentos, 
      no camelódromo do Rio.

Rua Armando de Sales Oliveira esquina com Av. Presidente Vargas. Ao fundo está o prédio da IBM.

Vista da pequena rua. O prédio 12, onde nasci, não mais existe. Em seu lugar há uma barraca de alimentos e uma entrada para a estação Uruguaiana do Metrô.

(*)   Rua Armando de Sales Oliveira tem esse nome em homenagem a um dos chefes da Revolução Constitucionalista de São Paulo em 1932, Interventor e Governador daquele Estado e por último candidato à Presidência da República em aberta oposição, que o levou ao exílio, ao Presidente Getulio Vargas. E eis por que não deixa de ser estranho que tenha sido dado o seu nome precisamente a um beco tão humilde, pequenino e obscuro afluente da avenida dedicada àquele que o venceu e castigou  - Histórias das Ruas do Rio - Brasil Gerson - 5ª edição.


LEBLON, A VELHA ALDEIA ENCANTADA

Morei no Leblon grande parte da minha vida, razão pela qual este bairro é aqui mencionado em várias ocasiões. Aos quatorze anos mudei-me para um apartamento no Conjunto dos Jornalistas, os maiores edifícios da região. Seus quinze andares eram visíveis de toda a praia e constavam de cartas náuticas para orientar navios que chegavam ao Porto do Rio de Janeiro. Mesmo morando nos "jornalistas" e com tantas outras evidências, não percebi, na época adequada, ser esta a minha verdadeira vocação. E segui por outros caminhos, que nunca me satisfizeram.

Imagem aérea do Leblon, próximo ao Jardim de  Alah, na década de 1960. Ao centro estão os três prédios
que formam o Conjunto dos Jornalistas. Um pouco abaixo estão os dez edifícios da Cruzada São Sebastião.
Podemos ver, também, a Av. Afrânio de Melo Franco e os Clubes Monte Líbano e AABB

Imagem aérea do Leblon, próximo ao Jardim de Alah, na década de 1960. Ao centro estão os três prédios que formam o Conjunto dos Jornalistas. Um pouco abaixo estão os dez edifícios da Cruzada São Sebastião. Podemos ver, também, a Av. Afrânio de Melo Franco e os Clubes Monte Líbano e AABB.

Morando no Leblon, em frente ao Jardim de Alah, aprendi a fazer e a jogar tarrafa. Os pescadores da colônia do Posto 6 foram meus professores e companheiros de pescaria (saudades de João Forno, Jovita, Galo Cego, Camundongo, Fofô...). Talvez seja por isso que gosto de fotografar o Posto 6, com suas canoas.

Não matei muita aula para ir pescar, o que me traz arrependimento. As marés de inverno eram imperdíveis e não as aproveitei como deveria. Muito embora as aulas no Mallet Soares fossem agradáveis, ficava na aula pensando nas tainhas que poderia estar pescando. E os momentos são únicos, não se repetem.


ALMA CARIOCA 

O objetivo deste trabalho é mostrar um pouco do Rio de Janeiro, principalmente numa época em que fui muito feliz. Procuro reunir informações sobre a nossa Cidade Maravilhosa e torná-las disponíveis de uma forma simples e alegre, retratando o verdadeiro espírito carioca. Espero que este "site" agrade aos que o conhecerem, como me agrada bastante fazê-lo. Que seja um ponto de encontro, principalmente para aqueles que estão distantes, mas sempre ligados ao Rio pelo coração.

O mais importante é fazer bem feito, gostando do que se faz. Plagiando as palavras da boneca Emília, personagem de Monteiro Lobato, referindo-se ao Sítio do Pica-pau Amarelo:

"O segredo, meu filho, é um só: liberdade. Aqui não há coleiras. A maior desgraça do mundo é a coleira. E como há coleiras espalhadas no mundo."

Pretendo atualizar o "Alma Carioca" com muita freqüência. Assim como a nossa cidade, estas páginas estarão sempre em construção (ou será evolução?). Para isso conto com os amigos que nos visitam, dando idéias e fornecendo material de interesse geral.

 


A VOCAÇÃO NÃO PERCEBIDA

BRASIL CAMPEÃO

Em 1961 eu estudava no Mallet Soares, em Copacabana, e era responsável pelo jornal mural da turma 34 (ver foto da turma). O pessoal não se interessava muito e eu escrevia quase todos os artigos. Nilton Santos era meu vizinho e tive oportunidade de entrevistá-lo em sua casa.

Em 1965, ano do "Quarto Centenário" do Rio de Janeiro, estava com 20 anos. Naquela época  ainda me sobravam cabelo e esperança. Esta caricatura foi feita em plena Cinelândia, pouco antes de prestar serviço militar (servi no Forte Duque de Caxias - Leme, em 1965). O artista trabalhava na calçada, nas proximidades do Edifício Império (demolido para dar lugar a um espigão horroroso).

Neste mesmo ano aconteceu o "Festival Internacional do Filme". Estive no Copacabana Palace com uma câmera de 8 mm filmando os artistas. A credencial me foi fornecida por Sérgio Porto, o "Stanislaw Ponte Preta".


FOTOGRAFIA, UM HOBBY ANTIGO

Na década de 60 comecei a revelar meus filmes em preto e branco. Montei um laboratório no quarto de empregada e tornei-me sócio da ABAF, Associação Brasileira de Arte Fotográfica, onde muito aprendi com grandes mestres da fotografia.

 

O gosto pela fotografia permanece até hoje.

As experiências, antes feitas no laboratório, hoje são executadas no computador. É tudo mais limpo, fácil e barato. Os erros, que são muitos, não causam prejuízo e contribuem para um aprendizado efetivo.

Hoje, com as câmeras digitais, fotografa-se muito mais e, conseqüentemente, aprende-se muito mais depressa.

E a minha velha e baratinha Canon A20, com 2.1 megapixels, já contribuiu com mais de 1000 fotos para o site.


 da    

     

Edição nº 349  Em 11 de abril de 2001

O site para quem ama o Rio

Não são apenas os alunos de Comunicação Social da UniverCidade que vêm se empenhando na melhora de sites informativos na Internet. Fernanda Gonçalves Teixeira, aluna do curso, tem na família alguém muito interessado nas notícias veiculadas sobre o Rio de Janeiro. Seu pai, Paulo Afonso A. Teixeira, criou o site "Carioca", com a finalidade exclusiva de divulgar a poesia e a atmosfera incomparável da nossa Cidade Maravilhosa. Seu principal objetivo, além de divulgar o lado positivo do Rio (cidade pela qual se diz apaixonado), é utilizar a Internet como um instrumento de construção e de conhecimento. "O objetivo deste trabalho é selecionar informações sobre a nossa Cidade e torná-las disponíveis de uma forma simples e alegre, retratando o espírito carioca. "Quem quiser fazer relatos, crônicas ou até mesmo histórias sobre o Rio, basta enviar o seu texto para o site.  As crônicas do pró-reitor da UniverCidade, Paulo Alonso, e do professor da Escola de Educação Jonaedson Carino já estão em destaque no site. Confira!


 

Edição nº 444 Em 19 de setembro de 2001

O site "CARIOCA" agora tem alma até no nome

O site para quem ama o Rio, que utiliza a Internet como um instrumento de construção e de conhecimento, através das divulgações da poesia e da atmosfera incomparável da nossa Cidade Maravilhosa, mudou de nome e endereço. O novo nome é ALMA CARIOCA, com o endereço www.almacarioca.com.br. Os interessados em informações sobre a Cidade do Rio também podem participar e ajudar o site. É só enviar, por e-mail, crônicas, relatos ou até mesmo histórias sobre o Rio para Paulo Afonso, criador do site e pai da aluna da Escola de Comunicação Fernanda Gonçalves Teixeira: paat@almacarioca.com.br. O professor Jonaedson Carino, da Escola de Educação, já escreveu para o "ALMA CARIOCA" 8 crônicas genéricas e mais 10 específicas sobre os bairros do Rio; o que prova seu amor pela Cidade.

 

Edição nº 765 Em 02 de maio de 2003

Mais uma voz pela paz

A nova crônica, do professor e poeta Jonaedson Carino, "Apenas um homem comum", é mais um protesto isolado contra a guerra. Disponível no site www.almacarioca.com.br, o texto expressa todo o sentimento de Carino, coordenador do Curso Integrado de Pós-Graduação em Docência Superior na UniverCidade, em relação ao que chamou de "guerra insana".

 

Edição nº 794 Em 12 de junho de 2003

João Ubaldo Ribeiro na UniverCidade

No último dia 30 de maio os alunos do 8º período da Escola de Comunicação Social receberam a visita do jornalista e escritor João Ubaldo Ribeiro. Na entrevista, os alunos da disciplina "Prática de Rádio", supervisionados pelo professor Dylmo Elias, puderam saber mais sobre a vida e a obra de João Ubaldo. 

Na ocasião, o jornalista Paulo Afonso Teixeira do site "Alma Carioca" registrou o encontro. 

Para ouvir, na íntegra, a participação de João Ubaldo basta acessar o site Alma Carioca (www.almacarioca.com.br) e entrar na seção Memória.

 


O filme "Língua - Vidas em português", um documentário de Victor Lopes, teve algumas cenas filmadas no Rio de Janeiro no ano de 2001. Uma delas mostra a nossa turma do boteco "Flor do Leblon".  Na imagem vemos, à direita, João Ubaldo e Clóvis. À esquerda estou eu, pronto para experimentar o chope. Para ver trecho do filme, clique aqui...

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10-jun-2008