|
Estudou com: Gabriella Bezanzoni, Murillo de Carvalho, Pina Monaco e Flaminio
Contini em Florença.
Atuou em todas as manifestações de arte: Teatro, Cinema, Televisão. Sua preferência
foi a música com a ópera o absorvendo.
A crítica escreveu:
"O grande êxito da noite, porém, coube a Paulo Fortes, jovem barítono
brasileiro, de apenas 22 anos. Desde que pisou a cena, encarnando o velho
"Germont", causou a melhor impressão pelo seu porte, suas maneiras, bem
longe de revelar o estreante que ele era. E foi essa impressão que avolumou
durante o seu trabalho, até atingir o "clímax" tão famoso em "De
Provença."
Sua voz linda, maleável, pura, voz capaz de torná-lo célebre. Não tem, ainda
nos graves, o suficiente corpo, o que se explica a sua pouca idade. No mais,
porém, revelou as maiores possibilidades canoras e os mais acentuados
pendores cênicos.
O público entusiasmou-se ante aquele artista jovem e espontâneo. Aclamou-o
em delírio, na crença de que será ele, um dia, uma grande figura da arte
lírica mundial.
É o caso de dizer: amém. Deus permita que não falhe esta esperança. Paulo
Fortes tem futuro a desbravar, tem um destino a cumprir. Que não lhe faltem
os meios para atingi-lo." Diário de Notícias, 7 de Outubro de 1945.
Foi também o artista que mais vezes atuou
no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.Participou como ator em
diversos filmes e em diversos programas de televisão. Fez vários recitais
de câmara. Gravou vários discos: O Guarani completo e trechos da Fosca,
ambas de Carlos Gomes, Canções, e Serestas.
Sempre
se destacou também como ator, dominando os palcos com facilidade nos mais
difíceis e variados personagens como: “O Barbeiro de Sevilha” e
“Italiana na Argélia”, de Rossini; “Falstaff”, “Aída”, “O
Trovador”, “Rigoletto” e “La Traviata”, de Verdi; “La Bohéme”,
“Madama Butterfly”, “Turandot” e “Gianni Schicchi”, de Puccini;
“O Elixir do Amor” e “Don Pasquale”, de Donizetti; “Andrea Chenier”,
de Giordano; “Carmen” e “Os Pescadores de Pérolas”, de Bizet;
“Cosi Fan Tutti”, de Mozart; “O Chalaça”, “O Contratador de
Diamantes” e “O Sargento de milícias”, de Francisco Mignoni;
“Izath” e “Menina das Nuvens”, de Villa-Lobos; “Pedro Malazarte”
e “Um Homem Só”, de Camargo Guarnieri; “O Guarani”, “Salvador
Rosa” e o “Poema Sinfônico Coral Colombo”, de Carlos Gomes. Não
podem ser esquecidas as suas interpretações em “Os Palhaços”de Leon
Cavallo e “Le coq d’or”, de Rimsky-Kosakov. Também na música
contemporânea obteve grande sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo
interpretando “Eight songs for a mad King” de Peter Maxwell Davies, com
a Orquestra Sinfônica Brasileira.
Esteve sob a batuta de grandes Maestros como; Tullio Serafin, Antonino Votto, Bruno
Bartoletti, Emidio Tieri,
Edoardo De Guarnieri , Franco Ghione, Francesco Molinari Pradelli, Henrique
Morelenbaum, Nino Stinco, Nino Verchi, Isaac Karabtchevsky, Nino Gaione,
Olivero de Fabritis, Romano Gandolfi, Umberto Berretoni, Tino Cremagnani,
Vittorio Guy e tantos outros.
Atuou ao lado de renomados artistas como: Antonietta Stella, Branca Rosa Baigorry,
Elena Arismendi, Elizabetta Barbato, Elena Mauti Nunziata, Laura Londi,
Magda Olivero, Margarett Mass, Norina Greco, Pia Tassinari, Renata Tebaldi,
Virginia Zeani, Victoria de Los Angeles, Elena Nicolai, Alvino Misciano,
Adelio Zagonara, Beniamino Gigli, Cesare Valetti, Ferruccio Tagliavini,
Giuseppe Di Stefano, Gianni Poggi, Giacinto Prandelli, Gianni Raimondi,
Mario Del Monaco, Ramon Vinay, Gino Becchi, Giuseppe Taddei, Giangiacomo
Guelfi, Tito Gobbi, Arnold Van Mill, Agostino Ferrin, Boris Christoff,
Giulio Neri, Rossi Lemeni.
Promoveu a colocação da estátua de Carlos Gomes - maior compositor operista da América do Sul – defronte ao
Theatro Municipal, na Cinelândia. Nesta época um crítico escreveu que a
arte não tinha pátria e ele retrucou dizendo que: “A
arte não tem pátria, mas o artista tem.” Foi
professor da Escola de Canto Lírico Carmem Gomes, do Theatro Municipal.
Paulo Fortes faleceu em 09 de janeiro de 1997.
Fonte: http://www.paulofortes.mus.br
(Esta página, inclusive as músicas que servem de ilustração, tem o
conhecimento da família do Paulo)
|