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BOB
LESTER, UM ESQUECIDO PELAS RUAS |
Seu nome de
batismo é Edgar de Almeida Negrão de Lima, mas todos o conhecem por "Bob Lester".
Sapateador, cantor, músico, Bob Lester fazia parte do "Bando da
Lua" e atuou com muita gente famosa, como Carmem Miranda, Frank
Sinatra e Fred
Astaire, de quem foi aluno de sapateado.
Com 90 anos
apresenta-se nas ruas para garantir o sustento. Felizmente tem muita saúde,
pois não recebe aposentadoria e é totalmente dependente do seu trabalho.
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Recebemos
uma multa de trânsito por avanço de sinal.
Isso
poderia ser um fato corriqueiro, mas não para quem rodou 80.000 km nos
últimos dois anos tem ter recebido uma única notificação, sem
falar nos outros 35 anos de carteira.
Resolvemos
ir ao local para investigar as causas da infração.
A multa
foi aplicada na manhã do dia 21 de março, na esquina das ruas José
Linhares e General San Martin, no Leblon. Neste horário o trânsito fica
bastante congestionado havendo grande
movimentação de veículos que levam alunos ao Colégio Santo Agostinho.
A
esquina tem três sinais, um central e dois laterais. O sinal central não
é visível pelo motorista de um carro que se encontra atrás de um
ônibus. E estes ocupam todas as faixas de rolamento. Os sinais laterais,
assim como o guarda que multa, ficam escondidos por postes.
Assim
fica fácil aplicar multas.
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| Este
acidente ocorreu na manhã do dia 4 de maio, um sábado, na mesma esquina.
É certo que os sinais não estariam visíveis ao motorista do carro
acidentado. |
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A
Av. Embaixador Abelardo Bueno, antiga Via 9, já foi uma rua deserta. Não
faz muito tempo, poucos se aventuravam a ir até aquela região tão
distante, onde só havia o Autódromo.
Nos
últimos anos grandes empreendimentos imobiliários surgiram no local.
"Rio 2" e "Quality Green" foram pioneiros, seguidos do
"Jóia da Barra" e várias outras construções em andamento.
O IPTU
é um dos mais caros, pois a região é considerada "Barra da
Tijuca" para fins de cálculos.
Mas,
pasmem, o abandono da avenida é o retrato da administração da nossa
cidade. Os moradores se arriscam ao esperar por uma condução, dividindo
espaço com veículos em alta velocidade. Não há calçadas nem abrigos em frente ao
autódromo. A lama e imensas poças de água acumulada, que mais parecem lagoas, impedem a circulação
dos pedestres. O matagal separa as pistas.
Poucos
ônibus atendem à região. Os coletivos com ar condicionado (frescões), da
viação Redentor, não circulam aos domingos.
As
imagens falam por si. |
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