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A maior dificuldade ao se fotografar o pôr-do-sol está na
medição correta da quantidade de luz. A luz direta, vinda do sol, faz com
que somente ela seja considerada pelo fotômetro interno da câmera e as
áreas adjacentes fiquem escuras, sem
detalhe algum, como nesta foto.
Raríssimas vezes encontramos um pôr-do-sol avermelhado,
igual a este que fotografamos, pelo menos no Rio de Janeiro. A localização geográfica,
o clima, a época do ano e as condições do tempo vão dar a tonalidade ao espetáculo.
Geralmente ele acontece
amarelado, com poucos tons de laranja ou vermelho. Quando encontramos um pôr-do-sol avermelhado vale qualquer
esforço para tentar obter uma boa foto. O
resultado, por pior que seja, sempre agradará.
Se a sua máquina possui zoom ótico, use-o. Não aconselho o
uso do zoom digital. Raríssimas câmeras têm um zoom digital quase
semelhante, em qualidade, ao zoom ótico. A Canon S5IS é uma delas,
que com um zoom ótico de 12x consegue multiplicar esse valor por 4,
aproximando o assunto 48 vezes, quase sem perder a qualidade. Mas para
fotografar esta cena não precisa, e nem deve usar, tanta aproximação. A
função da tele, nestas fotos, é
realçar o plano de fundo em relação aos elementos do primeiro plano, quando
houver.
Quanto à fotometragem, devemos medir a luz nas áreas
adjacentes. Nas câmeras automáticas basta apontar para o céu, por exemplo,
apertar o disparador até a metade e mantê-lo nesta posição tão logo a
regulagem esteja concluída. Isso fará com que ela não se perca. Em seguida,
aponte novamente para o assunto principal, o sol, e faça a tomada da
fotografia com a regulagem obtida na focagem do céu.
Paulo Afonso (fotógrafo e editor do Alma Carioca)
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