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Seus sambas foram cantados
por gente ilustre, como Francisco Alves, Sílvio Caldas, Carmem Miranda e,
recentemente, Ney Matogrosso. Ney fez um show no Canecão, tradicional
casa de espetáculos do Rio de Janeiro, só com suas músicas. Foi um
sucesso.
De repente Cartola sumiu. Os anos 40 estavam começando. Ninguém mais ouvia
falar dele.
Em 1956 foi encontrado lavando carros pelo jornalista Sérgio
Porto, o "Stanislaw Ponte Preta". Por seu
intermédio Cartola voltou ao meio artístico. Passou a freqüentar programas de rádio e a
compor novos sambas.
Em 1964 abriu, com sua esposa, D. Zica, o Zicartola. Era um bar-restaurante e
casa de espetáculos na Rua da Carioca, centro do Rio. Além da boa comida havia
shows de samba. A casa conseguiu reunir sambistas do morro e a juventude
da zona sul com o mesmo objetivo. Mas o Zicartola não durou muito tempo.
Sua carreira tomou impulso a partir de 1974, quando gravou o primeiro de seus
quatro discos solo. Falar de Cartola era falar, ou melhor, cantar, "As Rosas não
falam", "O mundo é um moinho", "Acontece",
"O Sol Nascerá", e tantas outras.
Nos anos 70 mudou-se para uma casa em Jacarepaguá. Morreu em 30 de novembro
de 1980 mas suas músicas continuam vivas em nossa memória. Cartola faz parte da história
musical do Rio de Janeiro e do Brasil.
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